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Ribeirão está sem transporte escolar na rede estadual
Ribeirão está sem transporte escolar na rede estadual
Ribeirão está sem transporte escolar na rede estadual
Alunos precisam andar até 30 minutos para chegar à escola; Estado garante que resolverá problema nesta quarta

Os alunos da rede estadual, em Ribeirão Pires, que dependem do transporte escolar gratuito estão desde o início das aulas, em 6 de fevereiro, sem o benefício. Como é o caso dos estudantes da Escola Estadual Professora Nayme Cardim, na rua Manoel Simões, Vila Nova. Muitas das crianças, entre cinco e dez anos, precisam andar até 30 minutos a pé debaixo de chuva ou sol para chegar à unidade escolar. E para piorar, a escola fica no final de uma ladeira.
“Os ônibus e vans escolares estão todos parados e os motoristas em casa. Dizem que estão com a documentação em dia, mas a diretoria de ensino não libera a ordem de serviço para que possam trabalhar”, afirmou a dona de casa Sara Aquino Ferreira, 50 anos, que leva e busca a neta diariamente na escola Professora Nayme Cardim, após 20 minutos de caminhada.
Sem opção, Sara explica que alguns moradores optaram por pagar vans ou peruas escolares. “Quem pode, paga, mas custa R$ 140”, ressaltou. Sem ter condições de pagar, a dona de casa se reveza entre ir a pé, pegar uma carona ou pagar duas conduções, cada uma a R$ 3,80. “Para mim, não tem ônibus que vem direto, então preciso pegar dois ônibus. Quando venho de ônibus, volto a pé”, explicou.
MAIS DE UM FILHO
Além de andar a pé por 30 minutos, o maior problema da dona de casa Renilde Ferreira Santos, 28 anos, é conseguir levar e buscar os três filhos, com quatro, sete e 12 anos, que estudam em três escolas diferentes sem o transporte escolar. “A de sete anos, entra aqui (escola Professora Nayme Cardim) às 12h30. Já os outros dois entram às 13h. Mas o pior mesmo é na hora da saída, pois todos saem as 17h”, desabafou.
Nesta semana, Renilde explicou que um primo está de visita da sua casa e tem ido buscar e levar a filha caçula na escola. Porém, a partir da próxima segunda (27/02), ele volta para casa e ela não poderá mais contar com a ajuda. “Não sei o que farei. Provavelmente, terei que mandar meu filho mais velho sozinho”, revelou.
Este também é o problema da desempregada Liene Alexandre, 36 anos. Ela tem dois filhos que estudam em escolas distantes e que usam o transporte escolar. “A minha sorte, é conta com a ajuda de uma amiga que dá carona para uma das escolas, mas e se não tivesse esse opção?”, questionou.
Procurada, a Secretaria Estadual de Educação informou que a Diretoria Regional de Ensino de Mauá, que também abrange Ribeirão Pires, garantiu que o serviço de transporte será regularizado nesta quarta-feira (22/01). E apesar de questionada, a pasta não revelou porque as crianças estavam sem o benefício na cidade.


Assunto: Últimas Notícias






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