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Ambulantes de Mauá cobram regularização na Prefeitura
Ambulantes de Mauá cobram regularização na Prefeitura
Ambulantes de Mauá cobram regularização na Prefeitura
Trabalhadores informais estão há mais de 20 dias sem realizar vendas na cidade

Um grupo de camelôs foi ao Paço Municipal de Mauá na tarde desta quarta-feira (29/03) para cobrar que o comércio ambulante seja regularizado pela Prefeitura. Os vendedores reclamam que o prefeito Atila Jacomussi (PSB) prometeu legalizar a atividade. Até agora, dizem, a única coisa que ocorreu foi a proibição dos ambulantes na cidade.
Cerca de 30 pessoas foram recebidas por representantes do governo. O grupo teria sido retirado das imediações do centro da cidade e está há pelo menos 20 dias sem poder vender os produtos. No início do ano, o prefeito Átila Jacomussi (PSB) reuniu-se com cerca de 90 trabalhadores informais e mostrou-se disposto a regulamentar a atividade. Porém, há cerca de 20 dias, a Prefeitura retirou todos os ambulantes das proximidades da estação de trem e do Boulevard.
Como pagar as contas?
Sem poder vender os produtos, muitos dos ambulantes estão com as contas atrasadas, como é o caso de Maria do Carmo Vicente dos Santos, 42 anos, que vende lingerie há seis anos na cidade. “Tenho que pagar o aluguel, luz, água e as outras contas”, afirmou.
Na mesma situação e com o aluguel prestes a vencer, está a ambulante Maria do Socorro Ferreira Gonçalves Santos, 53 anos, mais conhecida como Chêrosa, pelo comércio de cheiro verde. “Olha minha idade, onde vou arrumar um emprego? As contas estão vencendo e esse é o meu trabalho”, desabafou.
Após serem retirados do centro, muitos perderam algumas ferramentas de trabalho, como foi o caso do ambulante Erasmo Olímpio de Barros, 46 anos. “Já gastei mais de R$ 7 mil com apreensões. Da última vez pegaram tudo”, contou o comerciante informal, que vende espetinhos.
Carrinho de batatas
Outros trabalhadores já começaram a se preparar para a regularização. É o caso de Paula Aparecida Alves Galego, 37 anos, e Vanessa Moura Cruz, 27 anos. Ambas comercializavam DVDs, mas abandonaram as mercadorias ilegais para investir em outros produtos. “Comprei um carrinho de batata no começo do ano, agora estou com as parcelas pra pagar e preciso vender”, afirmou Paula.
Vanessa comprou brinquedos para substituir a mercadoria e também espera poder vendê-los o quanto antes. “Sou mãe solteira, crio minha filha de três anos sozinha e moro de aluguel”, contou a ambulante.
LEI MUNICIPAL
Após a reunião com os ambulantes nesta quarta, a Prefeitura de Mauá informou que está trabalhando na elaboração de uma legislação municipal que permita a legalização do trabalho dos ambulantes na cidade. “A expectativa é a de que o projeto seja finalizado em abril. Essa proposta deve ainda passar pela aprovação da Câmara e por chamamento público, neste ano, antes de entrar em vigor”, informou, em nota.
Quanto à retirada dos comerciantes informais, a Administração explicou que “negociou para que os camelôs exercessem seu trabalho com a orientação de que evitassem as imediações da praça Vinte e Dois de Novembro, em frente ao terminal de trem e rodoviário e do lado esquerdo da avenida Barão de Mauá. Os ambulantes, no entanto, descumpriram o acordo e voltaram a fazer rondas nos locais, motivo pelo qual a GCM (Guarda Civil Municipal) e os agentes de fiscalização ampliaram a fiscalização na área”.


Assunto: Últimas Notícias






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