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Mães estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho da região
Mães estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho da região
Mães estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho da região

Foi-se o tempo em que as mães apenas viviam em razão dos filhos, que crescem, estudam, trabalham e tornam-se independentes quando ficam mais velhos. No entanto, apesar dos avanços da inserção das mulheres e genitoras no mercado de trabalho quando se compara às décadas de 1960 e 1970, a caminhada ainda é longa, e há muito o que ser feito.
De acordo com a PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) especial sobre mulheres do Seade/Dieese, referente a 2016, a taxa de participação feminina do Grande ABC no mercado de trabalho é terceira maior do País, com 54,20% de inserção delas. Juntas, as sete cidades só perdem para as regiões metropolitanas do Distrito Federal e de São Paulo.
Ana Paula Aggio, 49 anos, sócia da Ótica Santo Grau, situada em Santo André, não abriu mão do trabalho para cuidar dos filhos. “Foi difícil no começo, porque tinha duas crianças pequenas que tinha de amamentar, o que eu fazia nos horários livres que tinha. Minha mãe me ajudou muito nesse período.”
Mãe do Gabriel, 17, e do Lucca, 14, Ana Paula entendeu que o caminho do empreendedorismo era o melhor para conciliar as vidas profissional e pessoal. Em 1994 abriu o negócio com o marido e, desde então, nunca mais parou de trabalhar.
Mas, como nem tudo ‘são flores’, a empresária destaca que ainda há muita resistência e preconceito, principalmente quando a mulher ocupa cargo de chefia. “Nas reuniões, geralmente questionam o meu marido sobre determinado assunto que sou eu que sei, e ele acaba me direcionando. Isso é algo cultural que precisa ser mudado urgentemente.”
Para a advogada e proprietária do restaurante são-bernardense Giramundo, Ariani Sudatti, mãe do Lorenzo, 9, é importante lembrar que muitas mães acabam sendo demitidas após o fim da licença-maternidade, o que não deveria acontecer. “É necessário entender que a mãe precisa do trabalho e que ela pode evoluir trabalhando, e não regredir, como projeta o senso comum”, diz.
Para parte da sociedade, há um mito de que a mulher “não serve” após a gravidez, fator que desencoraja muitas delas a não terem filhos, aponta Ariani.
Na avaliação do economista da Fundação Seade, Alexandre Loloian, a região, em razão da diversidade econômica, é menos preconceituosa e oferece mais oportunidades, mas isso ainda não é o suficiente. “(Os governos) Deveriam investir em políticas públicas que ajudam essas mães ou mulheres que pretendem ter filhos, como mais creches e escolas que cuidem das crianças para que elas possam trabalhar sem se preocupar.”
FLEXÍVEL - Embora muitas mulheres busquem no empreendedorismo a saída para conciliar carreira e maternidade, devido ao fato de terem mais flexibilidade nos horários, há quem consiga essa vantagem mesmo sendo empregada com registro em carteira.
É o caso de Cicera Geiza Castro Albuquerque, 42, de Ribeirão Pires. Mãe de quatro filhos – Matheus (20), Carlos (15), Júlia (13) e Emanuelle (6) – ela encontrou no trabalho de meio período a saída que precisava para equilibrar suas obrigações doméstica e profissional. “Na parte da manhã a Emanuelle fica na escola e, na parte da tarde, até eu chegar do serviço, ela fica com a vizinha”, conta.
Cicera trabalha na Bridgestone, em Santo André, com a digitação de documentos, além de cumprir com outras rotinas administrativas, a exemplo de notas de entrada e saída e atendimento ao cliente. Questionada sobre como funciona quando ela não consegue ir ou se atrasa, pois teve que cuidar da caçula, a digitadora afirma que a empresa é flexível, e que consegue repor as horas não trabalhadas em outro dia.
A mãe dos quatro filhos diz que trabalha tanto porque precisa quanto porque deseja ter uma vida profissional. Quanto ao preconceito no mercado de trabalho devido à maternidade, Cicera avalia que se trata de um desafio. “Apesar da vontade de termos uma carreira, os filhos, ao meu ver, estão sempre em primeiro lugar. No entanto, ao mesmo tempo é preciso equilibrar as obrigações para não deixar em segundo plano as obrigações no emprego.”
Mulheres ainda ganham menos
Historicamente, as mulheres costumam ganhar menos do que os homens, fator que chama atenção, já que elas possuem nível de escolaridade maior, 26,7%, diante de 19,6% deles. Na região não é diferente, tanto que no ano passado o rendimento real das representantes do sexo feminino ocupadas equivalia a R$ 1.721, enquanto do masculino era de R$ 2.526.
O que chama mais atenção, no entanto, é que a diferença entre o rendimento deles e delas aumentou. Em 2015, as mulheres ganhavam R$ 11,75 por hora e, os homens, R$ 14,93, diferença de 21,3% – significa dizer que elas ganharam 78% do que eles receberam. Em 2016, porém, a hora das mulheres saiu por R$ 10,58 e, dos homens, R$ 14,05, defasagem de 24,7% – ou seja, a participação caiu para 75,3%, e voltou ao patamar de 2014.
Para a advogada e proprietária do restaurante são-bernardense Giramundo, Ariani Sudatti, o que também acaba motivando essa desigualdade é o fato de as mulheres desempenharem funções menos importantes. “Vale lembrar que elas ocupam mais cargos que são desregulamentados pela legislação, como empregadas domésticas, revendedoras de comésticos, autônomas e afins.”
(Colaborou Flavia Kurotori)


Assunto: Destaques






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